Palestras - Junho 2012

 

Palestra realizada no dia 30/06 

 

Análise da obra " A Ballarina" de Edgar Degas

Ouçam  um trecho da palestra:

 

Trecho 01

 

Aos setenta anos de idade, Degas,disse a Ernest Rouart:

" É preciso ter uma idéia elevada, não do que se faz, mas do que se poderá fazer um dia, sem o quê não vale a pena trabalhar" Degas Dança e Desenho, Paul Valéry.

 

" O que chamo de "Grande Arte" é simplesmente a Arte que exige que todas as faculdades de um homem sejam utilizadas nela, e cujas obras sejam tais que todas as faculdades de outro sejam invocadas e se interessem por entendê-las..." Degas Dança e Desenho, Paul Valéry.

 

Vejam também fotos do evento:

 

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Palestra realizada no dia 23/06 

Análise da obra:

 "Montanha de Santa Vitória vista do Bibémus"

de Paul Cézanne

 

Trecho de uma carta escrita por Cézanne a Emile Bernard:

 

Aix en Provence, 15 de abril de 1904

 

"Caro Senhor Bernard,

    Quando esta lhe chegar às mão, o senhor muito provavelmente já terá recebido uma carta vinda da Bélgica, creio, e enviada à rue Boulegon. Fico feliz com o testemunho de simpatia pela arte que me expressou em sua carta.

    Permita-me repetir aqui o que eu lhe dizia: abordar a natureza através do cilindro, da esfera, do cone, colocando o conjunto em perspectiva, de modo que cada lado de um objeto, de um plano se dirija para um ponto central. As linhas para lelas do horizonte dão a extensão, ou seja, uma seção da natutureza ou, se preferir, do espetáculo que o Pater Omnipotens Aeterne Deus expõe diante de nossos olhos. As linhas perpendiculares a esse horizonte dão a profundidade. Ora para nós seres humanos, a natureza é mais em profundidade do que em superfície, donde a necessidade de introduzir nas nossas vibrações de luz, representadas pelos vermelhos e amarelos, uma quantidade de suficiente de azulado, para fazer sentir o ar.

    Permita-me dizer que revi seu estudo do andar térreodo ateliê. ele está bom. Creio que o senhor de prosseguir nesse caminho. O senhor tem a inteligência do que precisa fazer e chegará logo a virar as costas aos Gauguin e aos ( Van) Gogh.

    Queira agradecer a senhora Bernard pela boa lembrança que ela conservou do signatário da carta; um beijo carinhoso do Père Goriot às crianças e todos os meus respeitos à sua famíla."

 Paul Cézanne, Correspondência - ed. Martins Fontes.

 

Ouça trechos da palestra:

Trecho 01 

Trecho 02

Trecho 03

 

 

 

Palestra realizada no dia 16/06

 

 Análise da obra: "O Parlamento Inglês" de Claude Monet

 

 

Ouça Trechos da palestra:

 

Trecho 01

Trecho 02

Trecho 03

 

Fotos:

 

 

 

 

 

 

Palestra realizada no dia 09/06

 

 Análise do "Auto-retrato" de Vincent Van Gogh

 

  

Leia um trecho de uma de suas cartas:

"No fim do mês eu desejaria ir novamente para o hospício em Saint-Rémy ou para uma outra instituição deste tipo da qual o senhor Salles me falou. Dispense-me de entrar em detalhes para argumentar todos os prós e os contras de tal atitude.

Falar disto me exasperaria muito.

Bastará,espero, que eu sinto decididamente incapaz de recomeçara reinstalar um novo ateliê, e de ficar sozinho, aqui em Arles ou em qualquer parte, no momento tanto faz; tentei me acostumar à idéia de recomeçar, entretanto no momento, impossível.

Eu teria medo de perder a faculdade de trabalhar, que agora está me voltando, forçando-me e tendo, além do mais, de carregar nas costas todas as outras responsabilidades de ter um ateliê.

E provisoriamente desejo ficar internado tanto para minha própria tranquilidade quanto para a dos outros." - Vincent Van Gogh (21 de abril de 1889) Cartas a Théo

 

Ouça Trechos da palestra:

 

Trecho 01

Trecho 02

Trecho 03

 

Veja Fotos da Palestra:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Palestra realizada no dia 02/06

 

Análise da obra: "Rosa e Azul" de Auguste Renoir por L. A. de Genaro.

 

Nas palavras de Ferreira Gullar:

"A superfície de suas telas é como uma pele viva, uma tessitura palpitante de cores, tons e nuances, uma tessitura sensível de pinceladas, toques velozes e sucessivos como pequenas chamas impelidas pelo vento - neste caso, um vento que não se sente soprar senão pela própria direção desses toques." (...)

" De novo, aqui, como em Degas, o tema é banal; maravilhosa é a pintura. E uma maravilha que não nos quer levar para fora da vida, para nenhum sonho impossível. Uma obra de arte, bela como mais não poderia ser, nascida das coisas comuns. E a gente se pergunta por que a pintura não continuou sempre assim, capaz de nos estimular a viver e ser feliz. É apenas uma pergunta, que só não é tola porque é comovida." (de Relâmpagos)

 

Ouça Trechos da palestra:

 

Trecho 01

Trecho 02

Trecho 03

 

 

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